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 Nenhuma grande cidade da América do Sul guardou tantos laços com a Europa quanto Buenos Aires. Tendo chegado a se tornar, no início do século XX, a capital cultural do mundo hispanoablante, a capital argentina recebeu sucessivas levas de imigrantes europeus - espanhóis e italianos, na maioria - que mantiveram viva a ligação com o velho mundo, ainda visível na arquitetura da cidade, na sua cultura dos cafés, espalhados por toda cidade, na comida e até no modo de se vestir. Ainda assim, Buenos Aires, a capital mundial do tango e da boa carne, é a cabeça e o coração da Argentina e tem seu sabor próprio. Hoje em dia, mesmo após as dificuldades econômicas pelas quais o país passou, a cidade continua viva, bela, elegante, e o melhor: com preços muito tentadores para a maioria dos estrangeiros.
Buenos Aires está encravada na província de mesmo nome (apesar de não pertencer a ela), às margens do Rio da Prata e tem um dos portos mais movimentados do mundo. Foi fundada em 1536 e refundada, após ser abandonada e destruída, em 1580, porém restam poucos testemunhos dessa época. A maior parte das construções data de a partir do final do séc. XIX
- Percursos Portenhos
Sobre a grade homogênea de quarteirões e lotes portenhos foram depositadas como capas as mais variadas e exóticas arquiteturas, alternando as construções como os povoadores e as marcas dos diversos grupos de imigrantes. Algo da arquitetura colonial, os mais variados historicismos, modernismos, arquitetura do movimento moderno (em especial, e boa arquitetura, uma coleção imperdível de edifícios racionalistas) e boa arquitetura contemporânea se alternam gerando os mais curiosos contrastes.
- San Telmo
Neste bairro ainda pode-se recriar a escala da velha aldeia. Recomendo perder-se entre suas ruas empedradas de casas baixas que alguma vez pertenceram à
aristocracia portenha. Pode-se encontrar algumas construções que recordam a
arquitetura colonial, ainda que originais existam bem poucas. Um exemplo é a
“Igreja de San Ignacio”, terminada em 1710, em Bolívar, 520. Mas o que mais
chama a atenção dos visitantes são os contrastes, como o que produz a Igreja
Ortodoxa Russa, desenhada por Alejandro Christophersen, defronte ao Parque
Lezama.
- A Avenida de Mayo
A avenida é uma mescla de arquiteturas de diversas procedências . Está o
imponente Palácio Barolo — o primeiro arranha-céus portenho, no número, 1370
—, edifícios neoclássicos, art nouveau, art déco, todos arrematados por, em um
extremo da avenida, a enorme cúpula do Palácio do Congresso (Av. Entre Rios e
Rivadavia) e, na outra ponta, pelaCasa Rosada (Balcarce, 50), um híbrido que
surgiu da união de dois edifícios existentes com um terceiro construído ex
professo,e que logrou converter-se em uma unidade graças ao recurso de
pintá-lo todo da mesma cor.
La Boca
Um bairro muito pitoresco. Para conhecer, além do estádio do Boca Juniors
(Brandsen 805), no bairro conservam-se os velhos e multicolores cortiços de
latão e madeira e a Ponte Transbordador (Pedro de Mendoza e Almirante Brown), uma das poucas pontes do seu estilo que ainda estão em pé no mundo.
- Recoleta
Um dos poucos acidentes da quadrícula urbana está na zona do Cemitério do
Recoleta, una pequena cidadela amuralhada cujas abóbadas reproduzem e
sintetizam as adesões arquitetônicas que teve a burguesia através do tempo. A
mudança de direção da quadrícula produz o espaço singular que caracteriza à
“Plaza Francia” e continua em uma série de parques que, ao lado das avenidas.
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Fonte: http://www.turismo.gov.ar
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